Um novo escandalo pode abalar o governo de Dilma; uma denúncia contra o Ministério do Turismo foi feita por um procurador

Corrupção no Ministério do Turismo

Um novo escandalo pode abalar o governo de Dilma; uma denúncia contra o Ministério do Turismo foi feita por um procurador



Operação Voucher

Além dos escândalos envolvendo o Ministério dos Transportes e o da Casa Civil, mais um foi denunciado pelo procurado da República no Amapá, Celso Leal. Ele relata 21 envolvidos em desvios de verba do Ministério do Turismo. As investigações estão sendo feitas pela Polícia Federal.

São diversas as acusações, entre elas formação de quadrilha, falsidade ideológica, peculato (desvio praticado por servidor) e uso de falsificação de documentos. Celso afirma que entre os denunciados, estão na lista servidores públicos e grandes empresários.


O caso é investigado pela Operação Voucher, da Polícia Federal e foi deflagrado no dia 9 de agosto. As verbas são desviadas de convênios firmados entre a ONG Ibrasi (Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável) e o Ministério do Turismo para investimentos da capacitação profissional  no estado Amapá.  O esquema foi descoberto e já levou a prisão de mais de 30 pessoas em Brasília, São Paulo e no Amapá. A prisão mais importante até agora foi a do secretario-executivo do ministério, Frederico Silva da Costa. O ministro pediu demissão após o ocorrido. Mesmo assim, Frederico já foi solto.

O Caso

A Operação Voucher começou em abril deste ano, apontando os R$ 4 milhões do Ministério do Turismo como desvio de verba. O dinheiro era pra ter sido destinado para o treinamento de pessoas no Amapá. Os desvios foram feitos de todas as formas, através de notas fiscais, ONGs de fachada e conivência de funcionários públicos. A escolha da instituição foi feita pela deputada federal Fátima Pelaes (PMDB-AP), por meio de emenda parlamentar. A entidade foi criada em 2006, mas não funcionou até o ano de 2009.



O Ibrasi apresentou atestados falsos de que trabalhou para as instituições públicas, conseguindo o aval do ministério para receber recursos financeiros. Segundo a PM, os golpistas utilizavam diversas formas para arrecadar o dinheiro, sendo uma delas, treinar 6.900 mil pessoas no Amapá, com 5.000 mil sendo realizadas por vídeo conferência.