O ator foi condenado pela agressão à atriz Luana Piovani e sua camareira

Dado Dolabella é condenado

O ator foi condenado pela agressão à atriz Luana Piovani e sua camareira



Dado Dolabella

Dado Dolabella foi condenado a dois anos e nove meses de prisão por ter agredido a  ex-namorada Luana Piovani e a camareira Esmeralda de Souza, em 2008. O ator vai recorrer da sentença

Segundo o advogado do acusado, Michel Assef Filho, a Lei Maria da Penha não pode ser aplicada para punir Dado. “No caso dele (Dado) e da Luana não deveria ser aplicada a Lei Maria da Penha. O relacionamento dos dois não se adequa à Lei. No recurso será discutido esse ponto”, afirmando o advogado. A Lei (11.340/2006) é utilizada apenas em casos de violência doméstica. “O que se espera da Lei Maria da Penha é que ela dê proteção  à mulher no âmbito doméstico ou familiar. E nenhum desses dois casos se enquadra nesse processo. Ou seja, o Dado não tinha família com a Luana e nem moravam juntos”, explicou.


De acordo com Michel, o Tribunal de Justiça, situado em Brasília, não considera que um simples namoro possa ser tratado como Maria da Penha. O julgamento, que aconteceu na terça-feira (20), não teve decisão unânime. “Ainda cabe um recurso chamado de Embargo Infringente”, afirmou o advogado do ator. A 4° Câmara do Tribunal de Justiça do Rio de janeiro (TJ-RJ) ainda será redigida. O recurso só será encaminhado ao TJ-RJ depois de publicado.

O caso

Dado Dolabella foi condenado por agredir a atriz Luana Piovani dentro de um clube noturno, no Rio de Janeiro. No dia do ocorrido, Dado bateu em Luana. A camareira da atriz, Esmeralda de Souza, tentou separar o ex-casal, sendo empurrada por Dado, sofrendo uma luxação que resultou na imobilização dos braços. A camareira registrou o fato na polícia, e Luana foi testemunhou também. Após o ocorrido, a Justiça concedeu proteção à atriz e proibiu o agressor de se aproximar ou falar com a ex por qualquer meio.



Luana Piovani usou sua página do Twitter para falar sobre o caso. Um dos seguidores se irritou com a atriz e disse que ela estava lavando roupa suja em público. “ Isso não é roupa suja, anta, é um processo criminal no qual involuntariamente, eu represento as milhares de mulheres brasileiras que sofrem agressão”.

Segundo o advogado da vítima, Marcelo Salomão, “o caso foi apreciado primeiro por um juiz, e agora por três desembargadores. A decisão proferida ontem confirma a decisão de primeiro grau. Porém, ainda cabe recurso”, esclareceu.