Exemplos de Dinâmicas de Grupo para Jovens

A dinâmica de grupo para jovens é bastante saudável e divertido de participar, é muito praticada em encontros de jovens em igrejas, e tem a aprovação de todos que participam. Confira alguns exemplos dessas dinâmicas de grupo, vale a pena conhecer.

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Dinâmicas de Grupo para Jovens

As dinâmicas de grupo para jovens são praticadas em diversas ocasiões, sendo mais comuns em retiros, ou encontros relacionados a igreja, essa prática já se tornou algo bastante comum e é um grande atrativo para unir os jovens a religião.

Essas dinâmicas de grupo muito se assemelham com verdadeiras brincadeiras, onde diversos jovens criam situações, a dinâmica em si, em que promovem a interação entre os participantes de forma extremamente saudável e divertida. Essa prática se tornou bastante comuns em encontros de jovens em igrejas, sendo este um grande atrativo para que os jovens procurem os ensinamentos da religião de uma forma consciente mas divertida.

Exemplos de Dinâmica de Grupo

Abaixo segue diversos exemplos de dinâmicas de grupo para jovens para que você, se for um dos organizadores de tais práticas, possa se inspirar ou até dar ideias para outras pessoas.

1 Dinâmica das Varinhas

Material a ser usado: Um feixe de 16 varinhas (pode-se usar palitos dechurrasco)Objetivo: União do grupo. A fé como força que pode agregar, unir e dar resistência às pessoas.1. Pedir que um dos participantes pegue uma dasvarinhas e a quebre. (o quefará facilmente).2. Pedir que outro participante quebre cinco varinhas juntas num só feixe(será um pouco mais difícil).3. Pedir que outro participante, quebre todas as varinhas que restaram, senão conseguir, poderá chamar uma outra pessoa para ajudá-lo.4. Pedir que todos os participantes falem sobre o que observaram econcluíram.5. Terminar com uma reflexão sobre a importância de estarmos unidos.

2 Dinâmica: Duas máscaras

Material: Folhas em branco, Canetas ou hidrocor,Barbante de 50 cm, Tesoura.Desenvolvimento : Cada participante recebe umfolha em branco. Em cada lado da folha desenhauma máscara e escreve :Lado 1 : Aquilo que acha que é. ( alegre, triste, feio, bonito. ) ( Como me vejo )Lado 2 : Escreve como os outros me vêem. ( 3 aspectos como os outros mevêem. )Colocar a máscara no rosto do lado "como mevejo". Circular pelo ambiente lendo o que estáescrito na máscara dos outros e deixando que aspessoas leiam o que está escrito na sua.Após um tempo, mede-se o lado da máscara econtinua a circular, se conhecendo.Partilhar em grupo como cada um acha que é, o queos outros acham, etc…

3 Dinâmica: Auto confiança

Material: Venda para os olhos.Desenvolvimento : Formar duplas com todo o grupo.Em cada dupla, uma pessoa é vendada e a outra aconduz para dar um passeio fazendo-a passar por situações diversas ( se possível ) Escadas, por meio de cadeiras.Depois de alguns minutos, inverter os papéis.No final, fazer uma avaliação : Como foi aexperiência, como se sentiu?, como foi ser conduzido?, como foi conduzir?"Devemos nos entregarmos nas mãos de Deus semmedo, deixar Deus nos conduzir."

4 Dinâmica do nó

Material: Não é necessárioDesenvolvimento : Os participantes de pé, formamum círculo e dão as mãos. Pedir para que não seesqueçam quem esta a seu lado esquerdo e direito.Após esta observação, o grupo deverá caminhar livremente. a um sinal do animador o grupo devepara de caminhar e cada um deve permanecer nolugar exato que está. Então cada participantedeverá dar a mão a pessoa que estava a seu lado (sem sair do lugar, ou seja,de onde estiver ) mão direita para quem segurava a mão direita e mãoesquerda para quem segurava a mão esquerda.(como no início )Com certeza, ficará um pouco difícil devido adistância entre aqueles que estavam próximos noinício, mas o animador tem que motivar para queninguém mude ou saia do lugar ou troque ocompanheiro com o qual estava de mãos dadas.Assim que todos estiverem ligados aos mesmoscompanheiros, o animador pede que voltem para aposição natural, porém sem soltarem as mãos e emsilêncio. ( O grupo deverá desamarrar o nó feitoe voltar ao círculo inicial, movimentando-sesilenciosamente.) Se após algum tempo nãoconseguirem voltar a posição inicial, o animador libera a comunicação.Enfim, partilha-se a experiência vivenciada.(destacar as dificuldades. )

Obs : Sempre é possível desatar o nócompletamente, mas quanto maior for o grupo, maisdifícil fica. Sugerimos que se o grupo passar de30, os demais ficam apenas participando de fora.

5 Dinâmica: 30 SEGUNDOS

- Participantes: 10 a 30 pessoas- Tempo Estimado: 30 minutos- Modalidade: Debate.- Objetivo: Estimular a participação de todos por igual nas reuniõese evitar interrupções paralelas.- Material: Nenhum.- Descrição: O coordenador apresenta um tema a ser discutido pelogrupo. Baseado neste tema, cada integrante tem trinta segundos parafalar sobre o assunto apresentado, sendo que ninguém, em hipótesealguma, pode ultrapassar o tempo estipulado, ao mesmo tempo em que osoutros integrantes devem manter-se em completo silêncio. Se ocomentário terminar antes do término do tempo, todos devem manter-seem silêncio até o final deste tempo. Ao final, a palavra o tema podeser, então, debatido livremente. O coordenador também pode desviar,utilizando como tema, por exemplo, "saber escutar e falar",introduzir questões como:* Sabemos respeitar e escutar (e não simplesmente ouvir) a opinião dooutros?* Conseguimos sintetizar nossas opiniões de maneira clara eobjetiva?

6 Dinâmica: TROCA DE UM SEGREDO

- Participantes: 15 a 30 pessoas- Tempo Estimado: 45- Modalidade: Problemas Pessoais.- Objetivo: Fortalecer o espírito de amizade entre os membros dogrupo.- Material: Lápis e papel para os integrantes.- Descrição: O coordenador distribui um pedaço de papel e um lápispara cada integrante que deverá escrever algum problema, angústia oudificuldade por que está passando e não consegue expressar oralmente.Deve-se recomendar que os papéis não sejam identificados a não ser que o integrante assim desejar. Os papéis devem ser dobrados de modosemelhante e colocados em um recipiente no centro do grupo. Ocoordenador distribui os papéis aleatoriamente entre os integrantes.Neste ponto, cada integrante deve analisar o problema recebido como

se fosse seu e procurar definir qual seria a sua solução para omesmo. Após certo intervalo de tempo, definido pelo coordenador, cadaintegrante deve explicar para o grupo em primeira pessoa o problemarecebido e solução que seria utilizada para o mesmo. Esta etapa deveser realizada com bastante seriedade não sendo admitidos quaisquer comentários ou perguntas. Em seguida é aberto o debate com relaçãoaos problemas colocados e as soluções apresentadas.Possíveis questionamentos:- Como você se sentiu ao descrever o problema?- Como se sentiu ao explicar o problema de um outro?- Como se sentiu quando o seu problema foi relatado por outro?- No seu entender, o outro compreendeu seu problema?- Conseguiu pôr-se na sua situação?- Você sentiu que compreendeu o problema da outra pessoa?- Como você se sentiu em relação aos outros membros do grupo?- Mudaram seus sentimentos em relação aos outros, como conseqüênciada dinâmica?

7 Dinâmica: ABRA O OLHO MEU IRMÃO

- Participantes: 7 a 30 pessoas- Tempo Estimado: 20 minutos- Modalidade: Visão da Sociedade.- Objetivo: Tomar consciência da luta desigual que enfrentamos emnossa sociedade.- Material: Dois panos para fechar os olhos e dois chinelos ouporretes feitos com jornais enrolados em forma de cacetete.- Observação: Possíveis leituras do Evangelho – Mc 10, 46-52 ou Lc24, 13-34.- Descrição: Dois voluntários devem ter os rostos cobertos e devemreceber um chinelo ou porrete. Depois devem iniciar uma briga decegos, para ver quem acerta mais o outro no escuro. O restante dogrupo apenas assiste. Assim que inicia a "briga", o coordenador fazsinal para o grupo não dizer nada e desamarra a venda dos olhos de umdos voluntários e deixa a briga continuar. Depois de tempo suficientepara que os resultados das duas situações sejam bem observados, ocoordenador retira a venda do outro voluntário e encerra aexperiência, abrindo um debate sobre o que se presenciou no contextoda sociedade atual. A reação dos participantes pode ser muitovariada. Por isso, é conveniente refletir algumas posturas como:indiferença x indignação; aplaudir o agressor x posicionar-se paradefender o indefeso; lavar as mãos x envolver-se e solidarizar-se como oprimido, etc. Alguns questionamentos podem ajudar, primeiro

perguntar aos voluntários como se sentiram e o por quê. Depois dar apalavra aos demais participantes. Qual foi a postura do grupo? Paraquem torceram? O que isso tem a ver com nossa realidade? Quais ascegueiras que enfrentamos hoje? O que significa ter os olhosvendados? Quem estabelece as regras do jogo da vida social, políticae econômica hoje? Como podemos contribuir para tirar as vendas dosolhos daqueles que não enxergam?

8 Dinâmica: AFETO

- Participantes: 7 a 30 pessoas- Tempo Estimado: 20 minutos- Modalidade: Demonstração de Afeto.- Objetivo: Exercitar manifestações de carinho e afeto.- Material: Um bichinho de pelúcia.- Descrição: Após explicar o objetivo, o coordenador pede para quetodos formem um círculo e passa entre eles o bichinho de pelúcia, aoqual cada integrante deve demonstrar concretamente seu sentimento(carinho, afeto, etc.). Deve-se ficar atento a manifestações verbaisdos integrantes. Após a experiência, os integrantes são convidados afazer o mesmo gesto de carinho no integrante da esquerda. Por último,deve-se debater sobre as reações dos integrantes com relação asentimentos de carinho, medo e inibição que tiveram.

9 Dinâmica: CASA, MORADOR E TERREMOTO

- Participantes: De 5 trios para cima mais 2 pessoas . Exemplo: 6 trios (6×3 18 pessoas ) + 2 pessoas . Total 20 pessoas .- Tempo Estimado: até que a mesma pessoa sobre três vezes .- Modalidade: Quebra Gelo.- Objetivo: Fazer com que os jovens que participarão de uma assembléia oureunião do tipo se soltem e participam mais soltos .- Material: uma cadeira ou banco e um espaço não muito apertado.- Descrição: O ANIMADOR fica encima da cadeira ou banco explicando paraquese formem os trios, sendo que em cada trio ficam duas pessoas, uma defrentepara outra, de mãos dadas e a terceira pessoa no meio das duas . Apósformado todos os trios, tem que ficar sobrando uma pessoa ( somente umapessoa ) . O ANIMADOR vai descrevendo os papéis de cada um . Aquelesqueestão no trio no meio das duas pessoas serão os MORADORES, os que estãodemãos dadas serão as CASAS e aquele que sobrou deverá, após o comando, fazer parte de uma CASA ou ser um MORADOR . Os comandos: 1.o) Quando oANIMADORfalar MORADOR, aí os MORADORES de cada trio deverão sair de suasCASAS eprocurar outra, aquele que estava de fora aproveitará e procurará uma novaCASA . 2.o) Quando o ANIMADOR falar CASA, as CASAS deverão deixar seusMORADORES e procurar outro MORADOR mas só pode sobrar uma pessoa,se sobrar duas pessoas os integrantes da CASA poderão virar um MORADOR . 3.o)Quando oANIMADOR falar TERREMOTO aí vai ser uma bagunça geral, tanto osMORADORESquanto as CASAS deverão se desmanchar por completo e formarem novasCASAS enovos MORADORES . Aquela pessoa que sobrar três vezes deverá pagar ummicopré determinado ou não .Possíveis questionamentos:- Vocês se concentraram para entendimento da dinâmica ?- Houve algum tipo de vantagem ou combinação, tipo panelinha, para que oamigo mais próximo não sobrasse ?- Houve respeito na hora da explicação da dinâmica ?- Alguém se preocupou de incentivar os mais tímidos a participarem dadinâmica ?

10 Dinâmica: Amigos de JÓ

- Participantes: Quantas pessoas quiserem .- Tempo Estimado: indeterminado .- Modalidade: Ação coletiva .- Objetivo: Desenvolver uma preocupação coletiva para que todos acertemsenão o objetivo não será alcançado porquê todos os integrantes do gruposãoimportantes na execução de uma tarefa .- Material: Um pé do próprio calçado do participante e um lugar onde possaformar um círculo de acordo com o número dos participantes .- Descrição: O ANIMADOR explicará sobre esta antiga brincadeira de passar oobjeto ( no caso o calçado ) de acordo com a letra da música:"Amigos de jó/Jogava cachangá/Tira/Põe/Deixa ficar/Guerreiros com guerreiros fazem/

Zig-Zig-Zá/Guerreiros com guerreiros fazem/Zig/Zig/Zá"Os participantes deverão retirar um de seus calçados, formarem um círculoagachados, colocarem o calçado em frente de si mesmos e quando começar amúsica todos deverão passar simultaneamente e compassadamente oscalçadospara o seu respectivo vizinho no sentido anti-horário até quando falar "Cachangá" . Quando falar "tira" todos os participantes deverão pegar ocalçado e levantar, quando falar "Põe" deverão abaixar o calçado na suaprópria frente . Quando falar "Deixa ficar" todos deverão largar o calçadoem suas frentes e fazer o gesto simbólico de "fica aí" . De "guerreiros" até"fazem" volta a passar o calçado para o vizinho no mesmo sentidoanti-horário e na parte "zig/zig/zá" simultaneamente todos pegam o calçadosem soltá-lo colocam na frente do vizinho, volta na sua frente e deixa nafrente do vizinho, isto tudo de acordo com o ritmo da música .Possíveis questionamentos:- Certamente, quanto mais participantes todos perguntarão porquê nãoconseguem terminar a música com todos acertando a dinâmica ?- Você poderá questionar se alguns só faziam a sua parte ou se além da suaparte orientavam seus vizinhos para não errarem !