Mesmo sendo proibido o uso de formal nas fórmulas de alisante para progressiva, muitos estabelecimentos ainda não respeitam a lei; saiba como identificar se o produto utilizado possuí a fórmula tóxica

Escova Progressiva

Mesmo sendo proibido o uso de formal nas fórmulas de alisante para progressiva, muitos estabelecimentos ainda não respeitam a lei; saiba como identificar se o produto utilizado possuí a fórmula tóxica



Escova Progressiva

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) já tinha proibido o uso de formol nos produtos que alisam cabelos há mais de 2 anos, mas isso não impediu que a substância tóxica fosse utilizada nas escovas progressivas.

Segundo a Farmacêutica Erica França Costa, especialista em regularização de vigilância sanitária da Anvisa, todo produto que alterar a estrutura do fio deve ser proibido. “O desrespeito a essa prática é considerado crime contra a saúde pública, cuja pena varia de dez a quinze anos de reclusão, além de multa”, afirma.


A engenheira química Camila Cerdeira, da K.Pro Profissional, diz que para burlar a fiscalização, esses fabricantes apenas notificam seus cosméticos junto ao órgão de saúde como se eles fossem um simples xampu ou condicionador.

Cuidado

Para não correr riscos, certifique se o produto para a progressiva é mesmo livre de formol. Para ter essa certeza, basta que a embalagem venha com o número de registro com as siglas Reg. ANVISA ou MS ou ANVS. O código começa com o número 2 e é seguido por outros 13. No site http://portal.anvisa.gov.br/, no link “Consulta de Produtos” é possível conferir se o código é legítimo.



E se eu não tiver com número do registro?

Caso não haja o número do registro em mãos, a busca pode ser feita pelo nome do produto ou fabricante. O formol também pode estar presente no rótulo como formaldeído, formalina, óxido metileno, metanal ou aldeído metílico, sinônimos da substância tóxica.

Quais as alternativas disponíveis para a escova progressiva saudável?

Substâncias compostas por tioglicolato de amônia etanolamina, guanidina e hidróxidos, estão testadas e aprovadas pela Anvisa, aplicando o mesmo efeito de alisamento do formol, mas sem agredir o cabelo.  A escova carbocisteína também é uma novidade e vem sendo utilizada como o verdadeiro substituto do formol. A única diferença é que o seu alisamento é de apenas 40%, fazendo com que muitas empresas misturem na base o glutaral, produto da mesma família do formol.