Jorge Luís Borges é um dos maiores escritores e poetas já vistos no mundo. Aos 112 anos e vítima da cegueira, ele continua encantando a todos com suas palavras

Jorge Luís Borges

Jorge Luís Borges é um dos maiores escritores e poetas já vistos no mundo. Aos 112 anos e vítima da cegueira, ele continua encantando a todos com suas palavras



Jorge Luís Borges

O escritor argentino Jorge Luis Borges, nasceu em Bueno Aires, Argentina e completou nesta quarta-feira 112 anos. Bilíngue desde criança aprendeu a ler outros idiomas antes mesmo de falar sua língua nativa, já que a avó materna vinha de uma família de ingleses. Sua primeira obra foi com apenas 8 anos. Em inglês, o pequeno escritor fez o seu primeiro conto, ”La Visera Fatal”, além de traduzir “O Príncipe Feliz”, de Oscar Wilde.

Conheça a trajetória do escritor argentino

Jorge Luís Borges foi para a Europa pela primeira vez em 1914, já que o seu pai estava ficando cego e queria desfrutar do velho mundo com a família, antes que a cegueira se tornasse total.  Em Genebra,  Jorge escreveu alguns poemas em francês, além de estudar o Bacharelado. Sua primeira publicação oficial foi uma resenha de três livros espanhóis para um jornal Italiano.


Em 1919, mudou-se para Espanha, criando e publicando manifestos na imprensa. Só em 1921, retornou para a Argentina, já com 20 anos. Em 1923, escreveu seu primeiro livro de poemas, “Fervor em Buenos Aires.” A partir de 1924, diversas revistas literárias foram fabricadas pelo escritor, além de mais dois livros, “Luna de Enfrente” e “Inquisiciones”.

Numa fase mais polêmica, escreveu obras como “Cuaderno San Martin”, mostrando a realidade do subúrbio de Buenos Aires. Mudando de rumo completamente, entre 1930 e 1950, o escritor começou a produzir ficções como “Historia Universal de la infâmia”(1935) e “El Aleph”(1949).



Em 1937, o argentino foi nomeado diretor da Biblioteca Pública Nacional. Revoltado, deixou o cargo 9 anos depois, graças ao fascismo que começou a imperar no país.

Borges teve alguns casos de amor, entre eles o relacionamento com Estela Canto. Revolucionária para sua época, Borges conta em uma biografia que pediu a moça em casamento, mas ela só aceitaria se os dois se deitassem antes. O escritor ficou assustado e não deu continuidade com o relacionamento.

Depois dos 50 anos, Jorge começou a sofrer com os mesmos problemas de seu pai: a cegueira.  Depois que ficou completamente sem visão, sua mãe, Leonor, passou a cuidar do escritor, escrevendo tudo que ele ditava. Sua carreira literária foi brilhante, chegando a ser um dos mais reconhecidos da América Latina.


Em 1961, conquistou o prêmio do Congresso Internacional de Editores, dividindo com Samuel Beckett, além de diversas outras premiações dos governos da França, Itália, Inglaterra e Espanha. Em 1967 casou-se pela primeira vez com uma amiga de infância, Elsa Astete, permanecendo apenas 3 anos com ela. Seu segundo casamento foi em 1981, com uma ex-aluna, Maria Kodama. Além de esposa, Kodama também se tornou secretaria oficial de Borges e ficou com os direitos autorais do escritor.

Jorge Luís Borges, em 1983, publicou num diário argentino um relato, chamado “Agosto 25, 1983”, descrevendo e profetizando o próprio suicídio, que de fato não ocorreu. Borges alegou covardia e falta de coragem.