Peste Negra no Brasil - Resumo

A Peste Negra foi uma epidemia que atacou populações do Brasil e do Mundo, uma doença terrível que era transmitida através de pulgas presentes em ratos.

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Peste Negra

A peste negra foi uma doença que ficou conhecida historicamente, por ter sido uma das piores epidemias da história. A doença chegou na Península Itálica em 1348, e atacou grande parte da população, na época muitos imaginavam que a peste negra era um castigo divino, devido aos pecados da sociedade. Não demorou muito para que a peste negra se espalhasse por todo o mundo.

A peste negra é causada por uma bactéria chamada Yersinia pestis, transmitida por pulgas existentes em ratos e outros roedores. Os ratos eram os principais disseminadores da doença, pois estavam muito presentes nas embarcações e em cidades.

A doença cai na corrente sanguínea e ataca o sistema linfático, ocasionando a morte de várias células, cria dolorosos inchaços entre a virilha e as axilas. Depois esses inchaços se espalham pelo corpo. Quando o sistema circulatório é atacado e infectado, o doente vive somente mais uma semana. Além de atacar o sistema linfático, a peste negra pode atacar também o sistema respiratório, seus efeitos são tão devastadores que o doente morre em no máximo dois dias.

Sem ter conhecimento sobre a doença, a Europa medieval tratava e explicava a doença de várias formas. Muitos colocavam a culpa nos judeus, estrangeiros e leprosos, outros nos grupos marginalizados da Baixa Idade Média. Mas os principais causadores eram a higiene dos ambientes urbanos do século XIV e as condições de vida, as cidades medievais era desordenadas, com lixo e esgoto a céu aberto, atraindo roedores e insetos portadores da doença. Além disso, os hábitos de higiene pessoal da época não eram muito bons, porque banhos não eram rotina. Tudo isso, juntamente com as aglomerações de pessoas, contribuíram para a rápida proliferação da peste negra.

Depois de um período de quatro a cinco meses, diversas pessoas morriam, e as cidades ficavam abandonadas. Os sobreviventes à doença tinha que enfrentar a crise sócio-econômica e a falta de alimentos.

Muitas cidades foram tentando se precaver contra a epidemia, impedindo a chegada de estranhos aos centros urbanos e criando locais de quarentena para infectados.

Como não haviam tratamentos, os doentes faziam orações e rituais para tentar salvar-se da peste negra.