Entenda como funciona o rodízio de veículos na cidade de São Paulo, o porquê deste sistema de rodízio ocorrer, e quais as críticas sobre o sistema.

Rodizio de Veículos – São Paulo

Entenda como funciona o rodízio de veículos na cidade de São Paulo, o porquê deste sistema de rodízio ocorrer, e quais as críticas sobre o sistema.



 

O rodízio de veículos de São Paulo que também é comumente chamado de Operação Horário de Pico, pela CET, é uma restrição a circulação de veículos automotores na cidade de São Paulo. O sistema foi implatado e entrou em vigor no ano de 1997, com o intuito de melhorar as condições ambientais visando reduzir a quantidade de emissões de gases poluentes do efeito estufa, logo passou a reduzir o congestionamento nas principais vias da cidade nos horários de maior movimento. Entretanto, os engarrafamentos quilométricos da cidade não pararam de aumentar, com um o recorde histórico de 266 km de lentidão (recorde atingido em 2008 ). A situação é agravada pelo acelerado e contínuo crescimento da frota veicular, um reflexo do dinamismo econômico da cidade. Como medida a freiar a quantidade de veículos transitando na cidade , melhorando assim a qualidade do ar da cidade, a Prefeitura de São Paulo estendeu o rodízio para a circulação dos caminhões dentro do Centro Expandido ( a partir do dia 30 de junho de 2008 ).

Lei que Vigora o Rodízio

O rodízio foi estabelecido pela Lei Municipal 12.490 de 3 de outubro de 1997[7] e regulamentada pelo Decreto 37.085 [8] e suas alterações[9].


Funcionamento

A restrição de circulação atinge veículos particulares e de empresas de qualquer cidade, excetuando-se aqueles que realizam funções essenciais, transporte urbano e escolar, atendimento médico, transportem produtos perecíveis, pessoas portadoras de deficiencia física ou dirigidos por estas últimas e é aplicada de acordo com uma escala e em duas faixas de horário do dia: das 7 às 10 horas e das 17 às 20 horas.

Região de Limitação do Rodízio

Atualmente rodízio não se aplica a toda a cidade, sendo limitado a uma região denominada Centro Expandido que é delimitado pelas vias:



  • Marginal do Rio Tietê
  • Marginal do Rio Pinheiros
  • Avenida dos Bandeirantes
  • Avenida Afonso D’ Escragnole Taunay
  • Complexo Viário Maria Maluf
  •  Avenida Presidente Tancredo Neves
  • Avenida das Juntas Provisórias
  • Viaduto Grande São Paulo
  • Avenida Professor Luís Inácio de Anhaia Melo
  • Avenida Salim Farah Maluf

 De 1996 a 1998 o rodízio era mais abrangente englobando toda a região metropolitana.

Confira o mapa de delimitação do Rodízio de Veículos de São Paulo:

Escala de Dias

Há uma escala que determina em quais dias da semana quais veículos não podem circular. Esta escala é regida pelo último dígito da placa do veículo, sendo:Dia da semana Dígitos proibidos
Segunda-feira 1 e 2
Terça-feira 3 e 4
Quarta-feira 5 e 6
Quinta-feira 7 e 8
Sexta-feira 9 e 0


Pena por Infração

Os motoristas que são flagrados violando a restrição de circulação são autuados com multa e quatro pontos na carteira de habilitação.

Fins de Semana

A escala acima não inclui os finais de semana pois nestes dias a restrição é suspensa. Costumeiramente o rodízio também é suspenso durante alguma semanas no período de festas de fim-de-ano e férias de verão, como também durante dias úteis intercalados com feriados, ocasiões em que ocorre uma redução no volume de tráfego da cidade. Nesses casos, a suspensão é previamente determinada pelas autoridades e devidamente divulgada pelos veículos de comunicação.

Críticas ao Sistema de Rodízio

A eficácia do rodízio é muito discutida levando em conta os seus reais benefícios.

Embora muitos aleguem que o rodízio contribua com o meio ambiente melhorando a qualidade do ar através da redução da poluição emitida, o cientista chileno Luis Cifuentes avalia que o rodízio de automóveis para diminuir a poluição do ar nas grandes cidades pode ter o efeito contrário ao desejado, especialmente quando aplicado em centros urbanos da América Latina. Cinfuentes argumenta, com base em estudos, que o rodízio incentiva a compra de mais automóveis pelas pessoas, visando burlar as regras do rodízio com placas diferentes. Na América Latina, em função dos custos menos acessíveis para veículos novos, os carros antigos, mais poluentes, tenderiam a ter uma vida útil maior, constituindo assim em um agravante para a poluição atmosférica.