Entenda mais sobre os tratamentos existentes para quem sofre da doença de Alzheimer.

Tratamento para Alzheimer

Entenda mais sobre os tratamentos existentes para quem sofre da doença de Alzheimer.



O Mal de Alzheimer é uma doença que atinge muitos brasileiros todos os anos, pois é uma doença que se revela em indivíduos de idade mais avançadas.

A Doença de Alzheimer é uma doença do cérebro, degenerativa, isto é, que produz atrofia, progressiva, com início mais freqüente após os 65 anos, que produz a perda das habilidades de pensar, raciocinar, memorizar, que afeta as áreas da linguagem e produz alterações no comportamento.


Quais as causas da doença?

As causas da Doença de Alzheimer ainda não estão conhecidas, mas sabe-se que existem relações com certas mudanças nas terminações nervosas e nas células cerebrais que interferem nas funções cognitivas. Alguns estudos apontam como fatores importantes para o desenvolvimento da doença:É uma doença que fragiliza muito o paciente e a todos os familiares que estão ao seu redor, por sofrerem junto com o paciente.

  • Aspectos neuroquímicos: diminuição de substâncias através das quais se transmite o impulso nervoso entre os neurônios, tais como a acetilcolina e noradrenalina.
  • Aspectos ambientais: exposição/intoxicação por alumínio e manganês.
  • Aspectos infecciosos: como infecções cerebrais e da medula espinhal.
  • Pré-disposição genética em algumas famílias, não necessariamente hereditária.

Hoje em dia com o avanço da medicina diversos tratamentos estão surgindo com o intuito de aminizar os sintomas da doença.



O tratamento, O que Esperar?

Não pode haver a expectativa de que apenas tomar um comprimido vai resolver os problemas trazidos por uma doença tão devastadora.
Não existe nenhum tratamento miraculoso e rápido para a doença. Os resultados tendem a ser ou estabilização dos sintomas ou ganhos modestos que levam algum tempo para aparecer.
Por isso, a doença de Alzheimer exige mais que um médico. É necessária a participação de diferentes profissionais da saúde. Também é importante lembrar que a doença é progressiva, ela tende a piorar sempre. Um tratamento, qualquer que seja, se não trouxer melhoras mas evitar que ela progrida, deve ser considerado bem sucedido.

Como outros profissionais da saúde podem ajudar no tratamento?

As perdas na independência funcional podem ser diminuídas ou estabilizadas com treinamento e reabilitação;
As dificuldades de linguagem e, em estágio mais adiantado, as alterações para engolir podem ser acompanhadas por um fonoaudiólogo;
As complicações decorrentes das alterações de apetite e de comportamento, associadas à dificuldade de linguagem, podem ser minoradas com o auxílio de uma enfermeira, que será essencial nos estágios mais avançados da doença;
Um profissional treinado pode assessorar nas modificações para tornar o lar mais seguro e no manejo adequado de cada paciente.

Que drogas podem ser usadas no tratamento da doença de Alzheimer?

Existem dois tipos de drogas:


  • as que atuam diretamente sobre a doença;
  • as que atuam sobre complicações ou conseqüências da doença, como as alterações de comportamento.

Quais são os medicamentos que atuam diretamente na doença?

Como não se sabe a causa da deposição de proteínas anormais nessa doença, é impossível atacar a raiz do problema. Entretanto, em um período não muito longo, poderão estar disponíveis drogas que aumentam a sobrevida dos neurônios. Elas podem fazer com que a doença progrida mais devagar ou até mesmo estacione. No momento, existem as drogas que evitam a decomposição da acetil-colina – os inibidores de acetil-colisterase e a memantina.

Que drogas são utilizadas nas alterações de comportamento?

As alterações do comportamento são um aspecto à parte. Antes de pensar em medicamentos, é essencial verificar se existe um precipitante para o distúrbio como, por exemplo, a maneira como o cuidador aborda o paciente que não quer tomar banho. Muitas vezes, uma orientação adequada resolve o problema. Quando a medicação é necessária, ela deve ser usada na menor dose possível e pelo tempo estritamente necessário. É preciso lembrar que muitos dos medicamentos para controle de agitação e agressividade podem piorar a confusão mental ou deixar a pessoa rígida, trazendo dificuldades para a movimentação, inclusive para caminhar e engolir.

Como saber se as drogas estão sendo eficientes?

As medicações que atuam diretamente na doença são caras e de uso prolongado. É importante, na medida do possível, certificar-se de sua eficiência, por meio de:

  • a avaliação funcional, observando como a pessoa está desempenhando suas atividades no dia-a-dia;
  • a avaliação cognitiva (de memória, linguagem e outras funções), que deve ser feita por profissional treinado.
  • Essas avaliações devem ser feitas em conjunto e não devem ser repetidas a prazos muito curtos pois não haverá tempo para resposta. A partir dos resultados dessas avaliações é possível decidir se vale a pena continuar o tratamento ou interrompê-lo.

Existe prevenção para o Alzheimer?

Não existe maneira totalmente eficaz de prevenção, mas já foram identificados alguns fatores que podem mudar o seu curso. Pessoas com alta escolaridade e atividade intelectual intensa apresentam os sintomas somente quando a atrofia cerebral está em um estágio mais avançado do que em pessoas com baixa escolaridade, ou seja, nessas pessoas com maior atividade intelectual é necessária maior perda de neurônios para que apareçam os mesmos sintomas de pessoas com menor atividade intelectual.

Do mesmo modo, o uso de vitamina E em alta dose e a reposição de hormônios, para as mulheres que entraram na menopausa, podem diminuir a chance da doença, fazendo com que ela apareça mais devagar. Mais recentemente demonstrou-se um efeito semelhante com o uso de anti-inflamatórios. Como se pode ver, aspectos fundamentais da doença ainda são desconhecidos, mas o que já se sabe não justifica uma atitude de “nada existe para fazer”.